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Curiosidade – o milionário mercado de corridas de camelos no oriente Médio

Uma das belezas mais cativantes do mundo em que vivemos é a enorme diversidade cultural de cada canto do planeta e o respeito a cada uma delas. Pois no Oriente Médio tem gente que leva o costume do jóquei em cavalos, tradicional no Brasil e em outros países ocidentais, a um patamar regional – e extremamente valioso: a corrida de camelos.

Vamos começar explicando que a paixão com camelos é muito bem comparável à paixão com cavalos. Existem lugares especiais para a criação dos animais, laços familiares que atravessam gerações e muito, mas muito dinheiro investido no bem estar dos bichos. Um único camelo pode gastar mais de 5 mil reais todos os meses em preparação para as corridas, isso por baixo.

A tradição é mais comum no Golfo Pérsico, onde os magnatas, reis e petroleiros investem muito dinheiro na prática. Só para começar a brincadeira, cada camelo pode chegar perto de valer cerca de 200 mil reais. Estes seriam os mais básicos. Os campeões assustam pelos preços que podem alcançar: ultrapassam facilmente a marca dos 100 milhões de reais para a venda.

O mais interessante é que tanto investimento é motivado, sobretudo, pela paixão simplesmente. É que, pela tradição islâmica, é proibido fazer apostas como nas corridas. Sendo assim, aos espectadores dos espetáculos resta apenas assistir as competições. Além do mais não é muito comum entre os criadores de camelos o hábito de comprar os animais pensando na venda. O mais comum é que se adquira um camelo para cuidar do bicho e coloca-lo em disputas.

Sem crianças jóqueis. Agora, robôs

Udesert-695079_640m ponto positivo e uma vitória dos direitos humanos nas corridas de camelos é que, nos últimos anos, a tradição de usar crianças como jóqueis nos animais perdeu força até ser substituída totalmente pelo uso de robozinhos simpáticos montando os animais.

O hábito de usar menores de idade passou a ser duramente condenado depois que vieram à tona denúncias de que as crianças corriam risco de vida nas provas, além da existência de redes de sequestro de jovens com a finalidade de transformá-los em jóqueis. Com a proibição, muito dos recursos das corridas passou a ser destinado a combater o tráfico e mal tratos ás crianças. Boa atitude, não é?

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